Arquivo da categoria: artigos

Uma pequena mensagem

É inevitável que todos nós escorregaremos, pois a estrada da vida é escorregadia. O derrapar é quase certo. Claro que, a cada derrapada, poderemos resilientemente nos reerguer. A vida é assim. A cada tropeço, poderemos levantar a cabeça, aprendendo com a ferida da queda, para seguir em frente com mais força. Freud postulou isso ao dizer que “das nossas vulnerabilidades, virá a nossa força”. Portanto, diante do revés, cabe-nos entender que seguiremos e que, logo ali na frente, estaremos bem e mais fortes para continuar a jornada. As cicatrizes são marcas das batalhas e são prova material de que ultrapassar as dificuldades não foi uma tarefa simples. No entanto, ao seguir e não se render a dor da situação, provamos, sobretudo para nós mesmos, o quanto corajosos e fortes nós fomos e nós somos. Desistir não é um verbo que devemos conjugar na vida em hipótese alguma. Ele é sorrateiro e, sem notar, poderá nos conduzir a abismos complicados de escalar. Então, para concluir, ressalto que as “marés” ruins passarão. Elas não são eternas. O mar revolto recuará. A praia voltará a ter faixas de areias brancas e bonitas. O sol brilhando nos conduzirá para frente e estaremos mais fortes nesse avançar.

Régis Barros

Share

NOTA DE FALECIMENTO MEMBRO HONORÁRIO DA EQUIPE

AGUINALDO KAVAMOTO (JAPÃO)

26/07/1961 – 28/04/2024

É com pesar que escrevo aqui que perdemos um dos criadores da Brasília Luta Livre. Aguinaldo Kavamoto foi um artista marcial graduado em diversas artes, sendo elas, preta de jiu jitsu, preta de judô, mestre de capoeira e preta de luta livre. 

Foi ele quem esboçou a primeira versão da logo da nossa equipe. Foi um grande entusiasta da equipe.

Sua história é grande em Brasília, iniciando na capoeira com o mestre Tabosa nos anos 70. 

Em 2013 foi fundada a Brasília Luta Livre, muito com a sua ajuda. Ele estava envolvido em todos os projetos da BLL.

Fica a saudade. Descanse em paz meu amigo.

Mais informações no facebook da sua irmã (Marta Kavamoto)

https://www.facebook.com/marta.vieira2

Share

Temor

Essa palavra pode ter dois significados principais. O primeiro, mais concreto e mais usado, nos remete a condição de insegurança e intranquilidade. O segundo, mais abstrato e mais espiritualizado, nos permite pensar em respeito e obediência. Confesso que prefiro a segunda definição, pois, na vida, não há nenhum mal em se sentir inseguro ou ter medo. O mal acontece se essas premissas impactam seu viver e acabam por conduzir uma esquiva para a própria vida. Logo, respeitar suas dificuldades é importante para trabalhá-las. Logo, obedecer a alguma limitação, sem aceitar essa condição para sempre, é necessário para sobrepujá-la e, ao final, vencê-la.

Nas lutas marciais, nos treinos e nas competições vamos aprendendo isso. Fica mais uma vez a dica. Pratiquem artes marciais.

Régis Barros

Share

Instilar a confiança

Hoje, por coincidência, vesti essa camisa para ir aos trabalhos do dia. Ela faz todo o sentido, pois se encaixa perfeitamente a minha realidade de psiquiatra. Quem me procura, no trabalho, inevitavelmente, sofre. Quem me procura, certamente, está amedrontado e machucado. A dor emocional é assim – ela de forma certeira causa medo, arranhões e cicatrizes.

E como causa…

Pois bem, o tratamento estará em usar de todos os recursos possíveis para confrontar a dor emocional. Usar de todas as possibilidades para vencê-la ou, pelo menos, submetê-la. Tal qual as artes marciais, entendo que o psiquiatra luta, junto com quem o procura, para submeter a dor emocional e para retirá-la do cerne do viver.

Então, reforço o que está na minha camisa: transformar o medo e a dor em confiança é preciso.

Fazendo uma deferência às artes que, orgulhosamente, pratico, eu afirmo que o Jiu-Jitsu, a Luta Livre e o Kickboxing permitem transformar o medo em confiança.

Pratiquem artes marciais.

Régis Barros

Dr.Régis Barros (Psiquiatra e atleta de Luta Livre, Kickboxing e Jiujitsu)
Share

Viver é lutar, viver é resistir

É isso. Podemos ter várias definições do que é viver, mas o título desse pequeno escrito é, pelo menos para mim, a melhor delas. Viver é uma estrada a percorrer e, ao percorrê-la, teremos a possibilidade de desfrutar de belíssimas paisagens, contudo encontraremos incontáveis dificuldades. Nem sempre a rota está plana. Nem sempre a estrada do viver é um “tapete”. Encontraremos obstáculos e muitos deles serão duros, dolorosos e difíceis. Alguns deles poderão até nos fazer pensar em desistir. Então, o que nos resta é resistir. O que nos resta é lutar. Tal qual na luta marcial, para viver, portanto, é preciso desse binômio: lutar e resistir. Quando estamos tomando sufoco, seja nas lutas ou seja na vida, cabe-nos, resilientemente, encontrar forças para continuar. Cabe-nos, mentalmente, tentar suportar. Nessas horas, é preciso respirar. Mesmo que o golpe do adversário ou da vida esteja encaixado, cabe-nos resistir e cabe-nos lutar. Ao fazer isso, teremos, quem sabe, a oportunidade de contra-atacar e reverter o prejuízo. Sim, eu sei que não é fácil. Mas, talvez, por isso mesmo, viver é algo tão especial. É, por isso, que lutar também é algo especial. Quem luta sabe o que estou a falar. Desse modo, termino passando a seguinte mensagem.

Mantenha-se firme a despeito do oponente e do revés da vida. Coragem, força, disciplina e determinação. No tatame da vida, acredite em você mesmo.

(*) Foto que representa minhas duas equipes de luta agarrada (Juquinha Jiu-Jtsu e Brasília Luta Livre)

Régis Barros

Share

Relatos de um atleta da BLL

Isso é um desabafo! Aqui na BLL não somos números financeiros, não somos uma vitrine de lutadores, nosso portal não transmite venda de um produto. Somos uma equipe, irmãos, não estamos a venda. Todos aqui são bem vindos!

Não quer dizer que não precisamos de dinheiro, mas não precisamos de pessoas que nos compre. O nosso sucesso vem da perseverança, da verdade, do carater, honra, respeito e lealdade.

Atleta da BLL em primeiro lugar precisa ser leal, ser destemido e dedicado. Se deseja uma equipe de verdade, aqui é o seu lugar.

O mar é vasto, grande, gigantesco e como somos uma equipe de Luta Livre Esportiva esse mar não tem fronteiras, não estamos a deriva, mas somos um cargueiro gigantesco avistando terra ao mar.

Temos oportunidade na mão de conquistar o mundo, não somos um em mil, somos um em poucos e quando trata-se de ter o nome específico “BRASÍLIA LUTA LIVRE” nos tornamos mais únicos, somos raros, somos expecialistas em Luta Livre Esportiva. Nosso nome só carrega a Luta Livre, não carregamos o MMA, JIUJITSU, BOXE, JUDO entre outras especialidades.

Carlos Neri (Cachorrão).

Share

A vida se resume em lutar

Os filósofos existencialistas filosofam sobre o existir e, nas suas análises, a existência é algo muito maior do que o estar vivo. Existir é percorrer a jornada do acontecer entendendo que a liberdade do escolher traz angústia, pois a escolha produz, inevitavelmente, dores. E, para eles, essa angústia ou a dor que emana dela, é a matéria prima da vida. Ou seja, é impossível ter vida sem ser tocado pela angústia e as suas dores. Na verdade, a angústia, nesse existir, é algo mais presente do que queríamos aceitar. Mas, a verdade é: viver, por mais que seja massa, pode representar um encontro profundo e, por vezes, recorrente com a angústia. Todos nós, sem exceção, sentiremos a angústia e isso será de maneira repetida. No entanto, esses existencialistas nos ensinam que, na angústia, poderemos encontrar nossa autenticidade. Consequentemente, a cada ciclo resiliente de embate contra a angústia, acabamos por crescer. Numa linguagem das lutas marciais, vamos nos tornando, cada vez mais, “cascas grossas”. Essa vida clama que nos tornemos isso – “cascas grossas” resilientes. Vamos receber porradas, ficaremos tontos, assimilaremos o impacto, recuperamos a moral e seguiremos. Seremos capazes de seguir mais duros e mais fortes, pois, logo depois, novas porradas, até, mais poderosas nos atingirão. É preciso fé! É preciso atenção e foco para que elas não nos derrubem. Seremos capazes de suportar e sustentar, pois, ao existir, poderemos e deveremos querer ser “cascas grossas”. A vida demanda disso…

Régis Barros

Share

Felicidade!

A felicidade é um dos sentimentos mais difíceis de descrever na sua totalidade. A meu ver, é praticamente impossível traduzi-la em palavras, pois ela não é meramente descritiva. Ela é essencialmente algo vivencial. Ela habita em cada um de nós. De certo, ela pode chegar de fora. Não é incomum a presença da felicidade por circunstâncias externas. Todos nós, uns mais outros menos, já fomos presenteados com uma felicidade ofertada por alguém ou por algo. No entanto, a felicidade mais revolucionária é aquela que conquistamos. Essa é mais permanente, pois, ao conquistá-la, nós nos modificamos. E, ao nos modificar, nós evoluímos e crescemos. Esse processo leva-nos a entender que a felicidade não é um item supérfluo a ser comprado numa prateleira. Não podemos comprá-la! Nessa vida, que nos açoita (e como açoita!), precisamos compreender o nosso protagonismo. Ciente das nossas agruras da vida, que já vieram ou que ainda hão de vir, deveremos escolher entre a inércia, a esquiva, o medo, o ressentimento e o desejo de desistir ou entre a luta por querer mais numa tentativa de batalhar por aquilo que realmente importa, ou seja, a felicidade. Nessa foto, em que eu estou sorridente, depois de lutar bravamente, após uma longa jornada de sacrifício, abdicação e abnegação, percebo-me feliz. E a felicidade não é pela vitória por mais que seja ótimo vencer. A felicidade se materializa por que eu estou aí, por que eu quis está aí e por que, se Deus me permitir, eu continuarei estando aí.

É preciso lutar pela felicidade…

Régis Barros

Share

Reflexões para Campeonatos

10 pequenas reflexões e aprendizados sobre os Campeonatos de Lutas Marciasi

1o) O campeonato é além do dia da competição. Ele começa bem antes com a preparação, a disciplina e o foco e continua bem além do seu término com a colheita dos ensinamentos.

2o) Medalhas são fantásticas e de grandes felicitações, mas a vitória está na beleza de poder ser feliz, superando seus limites, abdicando de muita coisa e se sacrificando em prol do objetivo.

3o) É preciso ter amor ao mestre e um respeito honroso com sua equipe, pois representamos não a si mesmos, mas a um coletivo de homens e mulheres honrado(a)s. Meu carinho e respeito aos meus mestres – Juquinha (EQUIPE JUQUINHA), Renato Ferreira (Brasília Luta Livre) e Léo Pinheiro/Igor Pakato (Molon Labe Combat)

4o) O crescimento e a evolução vem com a repetição e a dedicação. Não há outro caminho.

5o) Ora perdemos, ora ganhanhos. Faz parte. Assim, também, é a vida. Parafraseando o meu amigo Bettini, um ícone das artes marciais, não devemos ficar em êxtase arrogante pela vitória nem mergulhar num luto mortificante pela derrota. É seguir e continuar a jornada.

6o) Competir é felicidade. Sendo assim, é necessário correr atrás disso. Logo, competir repetidas vezes é o caminho. Ser feliz deve ser uma busca

7o)Treinar duro e intensamente, de forma honesta e ética, como se tivesse lutando sempre uma final e competir de forma leve se divertindo sem se obrigar, pois lutar é essa bela incerteza de se testar.

8o) A competição e vivê-la abrem nossa mente à percepção dos acertos e dos erros. Assim, vamos melhorando e moldando o crescer.

9o) Nunca há derrota quando nos propomos a treinar com afinco para uma grande competição. O aprendizado e a paixão provenientes disso são as medalhas mais marcantes.

10o) Retornar feliz por ter vivido tudo isso é uma marca para o todo e o sempre. E, por isso, viverei tudo isso de novo e em breve, pois essa é a escolha certa. Retornar muitas vezes e competir de novo é uma certeza.

Por: Régis Eric Maia Barros

Share